Skip to content

Blog do Alberto Alysson

Sou um grão de nada, alvo da misericórdia e do amor de Deus.

Ás vezes olho o interior desabando…

Desabafo de um dia corrido e de incompreensões minhas…

Não deixando passar aquele grão, que insiste em me engasgar…

Busco água que me ensine a molhar meu teimar em ser perfeito…

Pra quê em insistir nessas pequenas que eu trato de tornar grandes?

Diante dessas levanto meu coração e crio forças…

Deixando para trás, deixo passar…

Assim sigo leve…livremente fluido…

Encontro o sorriso e pego em sua mão…

Caminho agora, sim, deixando esses grãos que eu trato de tornar pesado…

Quando eles não são.

Na minha sede de preenchimento encontrei o vazio…

O copo enchia ao meio e nada

Mentiram pra mim…

Venderam-me verdade incompleta

Negócio sem chão…

Parede sem coluna

Num sopro desabou

Mas foi um relance iluminado

Numa visitação meu coração Te viu

Sem pedido de troca, abnegado

Verdadeiro deu dado…

Um amor que nunca se viu

Agora transborda o sorriso

Derrama, encharcando a dor

Encontrei a verdadeira vida

Encontrei o Salvador.

Me rendo ao seu olhar…

De pronto, saio do meu adulto e entro na minha criança

E atendo a este chamado invisível para brincar de rotina

Tudo sempre igual pois o meu dia é assim

Rotina…

Absorve tudo o que sou e me completa a alegria…

Me lambe, me cheira, me pede…

Pede um pouquinho de mim, pois um pouco é suficiente…

Para me mostrar que não precisa de muito…

De muita coisa para ser feliz…

Basta um pouco

Basta 1 minuto de mim

 

Mascarados …

Arte de atuar dos homens

Externo rosto palhaço

Eternos sepulcros caiados

 

Alegria  iludida…

Fingimento contente

Caminham e mentem

Promovendo a desfaçatez

 

Ausentes de naturalidade

Hipocrisia reluzente

Afetação borbulhante

Dissimulando o descaramento.

 

Amantes do maneirismo

Naturalidade nada

Estereotipo pirata

Capa, aparência..

 

Motivos interesseiros

Medo de assumir

Não são eles mesmos

Preferem ser desse jeito.

 

Mas cai a máscara

Pela simples auto-proclamação

Não sabem que são árvores

E que delas frutos aparecerão.

 

E que não há nada oculto

Que não seja revelado

Enganam a si e aos outros

Mas a Deus não.

 

Alberto, 21:45, 03/01/11

Quero criar o homem

Algo como eu, perfeito

Mas teria graça a perfeição?

Chatice e monotonia quero longe

Bem…darei a opção do erro

Uma tentação… escorregão

A escolha entre o sim e o não

O sim, de ser meu amigo

O não, de ser como eu

Quiz a criatura o não

Eterna atração pelo proibido

Sabedor de tudo fugiu

Fugitivo dos meus cuidados

Decidiu decidir seus passos

Envergonhado, errante e nu

Sem saber que existe volta

Viveu decidindo destinos

Até que no madeiro me viu

Viu o sim de braços abertos

Sinalizando a melhor opção

De ser, não como eu

Mas de ser meu amigo

 

Alberto, 23/12/10, 15hs

Pensei que estava só…

Quando imerso em um escuro abismo de sentimentos incertos…

Tateei paredes frias e invisíveis, vendado pelo medo…

O medo da solidão…

Deveria ser a ausência de tudo…

De um amparo ou um de um café quente…

Da felicidade simples…

Mas Tu sempre estiveste lá…

Sem saber, me olhavas…

Olhar de cuidado, olhar de Pai preocupado…

Olhar de Pai…

Que diferencia do olhar comum…

Antecipando a dor da queda…

Mas onde andava eu longe de Ti?

Onde ainda andam aqueles longe de Ti?

Aqueles que  ainda andam a sós…

Ah…entendi!

Eles não estão a sós…

A diferença foi que eu desejei te ver.

Alberto, 13:15, 22/12/2010

Ao despertar, ele é o que me vê primeiro

Espelho, reflexo de mim

Do mim externo, feio e bonito

Um impotente  transformador…

É apenas só um olhar do que sou

Mas suas pálpebras são lábios

Que me falam uma idioma conhecido

Que do meu exterior retira a essência…

Me frustrando o sonho de seguir como ator…

A mentira do meu sorriso não o engana…

Ele me contempla todo dia, me conhece

Mas isso porque quero olhar para ele, não resisto!

Ah…esse meu vício de contar rugas e marcas…

É…estou envelhecendo…

Vou olhar rápido pra mim mesmo

Pra ver se esqueço.

 

Alberto, 00:10h, 12/12/10

Faço as vezes do pardal…

Do cinzento-amarronzado e da feiúra contrastante e anormal…

Vem a preocupação ausente.

Sou invisível aos tiros da crítica.

Um voador, alheio ao mal do mundo.

Sustentado pelo vento da alegria e alumiado pela confiança.

Comedor de provisão e provido de certeza firme,

De que o amanhã trará o sol.

E que o ar em movimento me levará ao alto.

A passeio, visito a criação perfeita dia-a-dia.

Portando o melhor ingresso, me assento no camarote e contemplo o mundo

Sobre o mar, montanhas e as florestas

Sobre as circunstâncias da vida elevo o meu vôo.

Onde pousarei esta noite?

Deus proverá.

 

Alberto, 20:30h, 05/12/10

Coração…coragem diante da aflição…

Medonho medo de desistir e não ver o fim…

Final oculto pela longa e sombria estrada

Estrada dura de pedras pontudas e cancelas altas…

Que desafia o caminhar descalço e despreparado pela superproteção…

Cegueira horrível, nebulosa angústia…

Cortina grossa e escura…

Homens maus.

Somente com pés chagados e ensanguentados

Couraça engrossada pela dor e pelas intempéries

Fugitivo da bonanza

Descortinado será o olhar da chegada

Final recompensador

Louros ao vencedor

Te vejo no final.

 

Alberto – 21:30h, 24/11/10

“Mateus 4:1- Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”

Jesus acabara de passar por uma experiência tremenda com o Pai e com o Espírito Santo, que veio sobre ele em formato de uma pomba, ao ser batizado por João Batista. Tudo maravilhoso! Tudo perfeito! Poder de Deus! Alegria! Mas depois destas experiências maravilhosas, Jesus precisava conhecer “o deserto”.

Sim, seria lá um dos seus maiores campos de provas, como homem. E era lá que Deus queria ensinar um tal de Adão.

Antes de qualquer experiência ministerial junto às multidões, fosse de cura, milagres, ensino, ou o exercício de autoridade sobre os demônios, Jesus tinha de manifestar domínio sobre si mesmo. Antes de dominar sobre as circunstâncias externas, Jesus precisava dominar as forças internas do seu próprio ser.

Deserto é sinônimo de privação, provação, fome, solidão, ausência de amigos, lugar de tentação, angústia e sede e é para lá que constantemente estamos sendo levados assim como Jesus foi, logo depois de ser batizado.

A principal característica do episódio é o contraste de Jesus com Adão.

Adão estava no Éden, o lugar do paraíso, da beleza, da convivência com Deus, da convivência com sua mulher, da abundância de frutos, etc.

Jesus, estava no deserto, lugar árido, feio, sem Deus por perto, sem amigos e sem comida.

E a tentação que sofreram foi a mesma: tornarem-se como Deus!

A diferença não foi porque Jesus era diferente de Adão, pois ambos eram homens. A diferença foi a fidelidade à Palavra de Deus, pois ambos tinham as orientações de Deus sobre o que viria como tentação.

Um, Adão, decidiu ceder de primeira ao que a serpente sugeriu, esquecendo da Palavra que Deus o havia falado de não comer ou mesmo tocar a árvore que estava no meio do jardim.

O outro, Jesus, decidiu usar a Palavra de Deus em todos os momentos que foi tentado pelo diabo, obtendo assim a aprovação de Deus.

Adão, antes de dominar todas as feras do campo, as aves do céu, os animais do campo, as árvores, e as criaturas dos mares, tinha de manifestar domínio sobre si mesmo. Antes de dominar sobre as circunstâncias externas, Adão precisava dominar as forças internas do seu próprio ser.

Deus é Deus! E sobre nossas vidas Ele deixa o exemplo que o deserto de Jesus é melhor que o paraíso de Adão. Cabe a nós sermos fiéis à sua Palavra. Um, Adão, foi desobediente de primeira. O outro, Jesus, poderia ter ficado no deserto até hoje sendo tentado pelo diabo que se manteria obediente.

Prefiro o deserto de Jesus.

Alberto

13/11/2010 – 13:30hs

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.