08/02/2012 Novo Pesados grãos
Ás vezes olho o interior desabando…
Desabafo de um dia corrido e de incompreensões minhas…
Não deixando passar aquele grão, que insiste em me engasgar…
Busco água que me ensine a molhar meu teimar em ser perfeito…
Pra quê em insistir nessas pequenas que eu trato de tornar grandes?
Diante dessas levanto meu coração e crio forças…
Deixando para trás, deixo passar…
Assim sigo leve…livremente fluido…
Encontro o sorriso e pego em sua mão…
Caminho agora, sim, deixando esses grãos que eu trato de tornar pesado…
Quando eles não são.
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01/05/2011 Encontrei o Salvador
Na minha sede de preenchimento encontrei o vazio…
O copo enchia ao meio e nada
Mentiram pra mim…
Venderam-me verdade incompleta
Negócio sem chão…
Parede sem coluna
Num sopro desabou
Mas foi um relance iluminado
Numa visitação meu coração Te viu
Sem pedido de troca, abnegado
Verdadeiro deu dado…
Um amor que nunca se viu
Agora transborda o sorriso
Derrama, encharcando a dor
Encontrei a verdadeira vida
Encontrei o Salvador.
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26/03/2011 Basta um pouco
Me rendo ao seu olhar…
De pronto, saio do meu adulto e entro na minha criança
E atendo a este chamado invisível para brincar de rotina
Tudo sempre igual pois o meu dia é assim
Rotina…
Absorve tudo o que sou e me completa a alegria…
Me lambe, me cheira, me pede…
Pede um pouquinho de mim, pois um pouco é suficiente…
Para me mostrar que não precisa de muito…
De muita coisa para ser feliz…
Basta um pouco
Basta 1 minuto de mim
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03/01/2011 Mascarados
Mascarados …
Arte de atuar dos homens
Externo rosto palhaço
Eternos sepulcros caiados
Alegria iludida…
Fingimento contente
Caminham e mentem
Promovendo a desfaçatez
Ausentes de naturalidade
Hipocrisia reluzente
Afetação borbulhante
Dissimulando o descaramento.
Amantes do maneirismo
Naturalidade nada
Estereotipo pirata
Capa, aparência..
Motivos interesseiros
Medo de assumir
Não são eles mesmos
Preferem ser desse jeito.
Mas cai a máscara
Pela simples auto-proclamação
Não sabem que são árvores
E que delas frutos aparecerão.
E que não há nada oculto
Que não seja revelado
Enganam a si e aos outros
Mas a Deus não.
Alberto, 21:45, 03/01/11
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23/12/2010 O sim e o não
Quero criar o homem
Algo como eu, perfeito
Mas teria graça a perfeição?
Chatice e monotonia quero longe
Bem…darei a opção do erro
Uma tentação… escorregão
A escolha entre o sim e o não
O sim, de ser meu amigo
O não, de ser como eu
Quiz a criatura o não
Eterna atração pelo proibido
Sabedor de tudo fugiu
Fugitivo dos meus cuidados
Decidiu decidir seus passos
Envergonhado, errante e nu
Sem saber que existe volta
Viveu decidindo destinos
Até que no madeiro me viu
Viu o sim de braços abertos
Sinalizando a melhor opção
De ser, não como eu
Mas de ser meu amigo
Alberto, 23/12/10, 15hs
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22/12/2010 Pensei que estava só…
Pensei que estava só…
Quando imerso em um escuro abismo de sentimentos incertos…
Tateei paredes frias e invisíveis, vendado pelo medo…
O medo da solidão…
Deveria ser a ausência de tudo…
De um amparo ou um de um café quente…
Da felicidade simples…
Mas Tu sempre estiveste lá…
Sem saber, me olhavas…
Olhar de cuidado, olhar de Pai preocupado…
Olhar de Pai…
Que diferencia do olhar comum…
Antecipando a dor da queda…
Mas onde andava eu longe de Ti?
Onde ainda andam aqueles longe de Ti?
Aqueles que ainda andam a sós…
Ah…entendi!
Eles não estão a sós…
A diferença foi que eu desejei te ver.
Alberto, 13:15, 22/12/2010
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12/12/2010 Espelho
Ao despertar, ele é o que me vê primeiro
Espelho, reflexo de mim
Do mim externo, feio e bonito
Um impotente transformador…
É apenas só um olhar do que sou
Mas suas pálpebras são lábios
Que me falam uma idioma conhecido
Que do meu exterior retira a essência…
Me frustrando o sonho de seguir como ator…
A mentira do meu sorriso não o engana…
Ele me contempla todo dia, me conhece
Mas isso porque quero olhar para ele, não resisto!
Ah…esse meu vício de contar rugas e marcas…
É…estou envelhecendo…
Vou olhar rápido pra mim mesmo
Pra ver se esqueço.
Alberto, 00:10h, 12/12/10
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05/12/2010 Faço as vezes do pardal…
Faço as vezes do pardal…
Do cinzento-amarronzado e da feiúra contrastante e anormal…
Vem a preocupação ausente.
Sou invisível aos tiros da crítica.
Um voador, alheio ao mal do mundo.
Sustentado pelo vento da alegria e alumiado pela confiança.
Comedor de provisão e provido de certeza firme,
De que o amanhã trará o sol.
E que o ar em movimento me levará ao alto.
A passeio, visito a criação perfeita dia-a-dia.
Portando o melhor ingresso, me assento no camarote e contemplo o mundo
Sobre o mar, montanhas e as florestas
Sobre as circunstâncias da vida elevo o meu vôo.
Onde pousarei esta noite?
Deus proverá.
Alberto, 20:30h, 05/12/10
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24/11/2010 Te vejo no final
Coração…coragem diante da aflição…
Medonho medo de desistir e não ver o fim…
Final oculto pela longa e sombria estrada
Estrada dura de pedras pontudas e cancelas altas…
Que desafia o caminhar descalço e despreparado pela superproteção…
Cegueira horrível, nebulosa angústia…
Cortina grossa e escura…
Homens maus.
Somente com pés chagados e ensanguentados
Couraça engrossada pela dor e pelas intempéries
Fugitivo da bonanza
Descortinado será o olhar da chegada
Final recompensador
Louros ao vencedor
Te vejo no final.
Alberto – 21:30h, 24/11/10
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13/11/2010 Prefiro o deserto de Jesus
“Mateus 4:1- Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”
Jesus acabara de passar por uma experiência tremenda com o Pai e com o Espírito Santo, que veio sobre ele em formato de uma pomba, ao ser batizado por João Batista. Tudo maravilhoso! Tudo perfeito! Poder de Deus! Alegria! Mas depois destas experiências maravilhosas, Jesus precisava conhecer “o deserto”.
Sim, seria lá um dos seus maiores campos de provas, como homem. E era lá que Deus queria ensinar um tal de Adão.
Antes de qualquer experiência ministerial junto às multidões, fosse de cura, milagres, ensino, ou o exercício de autoridade sobre os demônios, Jesus tinha de manifestar domínio sobre si mesmo. Antes de dominar sobre as circunstâncias externas, Jesus precisava dominar as forças internas do seu próprio ser.
Deserto é sinônimo de privação, provação, fome, solidão, ausência de amigos, lugar de tentação, angústia e sede e é para lá que constantemente estamos sendo levados assim como Jesus foi, logo depois de ser batizado.
A principal característica do episódio é o contraste de Jesus com Adão.
Adão estava no Éden, o lugar do paraíso, da beleza, da convivência com Deus, da convivência com sua mulher, da abundância de frutos, etc.
Jesus, estava no deserto, lugar árido, feio, sem Deus por perto, sem amigos e sem comida.
E a tentação que sofreram foi a mesma: tornarem-se como Deus!
A diferença não foi porque Jesus era diferente de Adão, pois ambos eram homens. A diferença foi a fidelidade à Palavra de Deus, pois ambos tinham as orientações de Deus sobre o que viria como tentação.
Um, Adão, decidiu ceder de primeira ao que a serpente sugeriu, esquecendo da Palavra que Deus o havia falado de não comer ou mesmo tocar a árvore que estava no meio do jardim.
O outro, Jesus, decidiu usar a Palavra de Deus em todos os momentos que foi tentado pelo diabo, obtendo assim a aprovação de Deus.
Adão, antes de dominar todas as feras do campo, as aves do céu, os animais do campo, as árvores, e as criaturas dos mares, tinha de manifestar domínio sobre si mesmo. Antes de dominar sobre as circunstâncias externas, Adão precisava dominar as forças internas do seu próprio ser.
Deus é Deus! E sobre nossas vidas Ele deixa o exemplo que o deserto de Jesus é melhor que o paraíso de Adão. Cabe a nós sermos fiéis à sua Palavra. Um, Adão, foi desobediente de primeira. O outro, Jesus, poderia ter ficado no deserto até hoje sendo tentado pelo diabo que se manteria obediente.
Prefiro o deserto de Jesus.
Alberto
13/11/2010 – 13:30hs
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